O Twitter começou a bombar na web quando o ator bonitão e metido a engraçadão Ashton Kutcher - vulgo Kelso - postou fotos da Demi Moore de calcinha e outras inutilidades. Partindo daí, os humoristas desse nosso Brasil varonil usaram a rede social para auto-promoção. Não suficiente, surgiram também os perfis Alive, parodiando comediantes que bateram as botas.
Essa foi a deixa para a quase-ascensão do Sociedade JM. Seis amigos do ABC paulista, que se conheceram no Ensino Médio, adaptaram suas conversas de bar primeiro para textos do blog homônimo e depois para o universo de 140 caracteres do Twitter.
Tudo começou em 2004, com o já falecido “Happy Nightmare”. O intuito do blog era usar a web para reunir piadas internas, situações engraçadas, “interessantes” e até mesmo inusitadas. O grupo é formado, respectivamente, por @alvaroburns, @Caco_tw, @esdrasoliveira, @poetasemcalcas, @rafaemidio e @thiagojeferson.
Das piadas com #ASuaMãe aos textos homenageando bares de Belém (PA), beberrões e suas ressacas, o Sociedade se consagrou no microblog graças ao @MussumAlive e ao @Na_Kombi, que retuitavam a graça e malemolência inseridas em 140 caracteres de puro humor juvenil.
Com a “fama”, os seis começaram a co-produzir o conteúdo de outro blog, Bebida Liberada, capitaneado por Mumu da Mangueris in memorian e outras “estrelas” do humor, hospedados hoje no Portal MTV. As postagens no site são feitas depois de uma reunião por e-mail, em que discutem os temas para a coluna “Pautaria da Semana”.
Alguns dos melhores tweets do Sociedade também ganharam uma versão impressa. O livro "Na Kombi", de Ulisses Mattos e Sílvio Lach, reúne as frases mais divertidas sobre diversos temas propostos pelo @Na_Kombi na rede social. A obra foi lançada no dia 18 de agosto, na Livraria Cultura (SP).
O que algumas pessoas não sabem – ou não se lembram – é que foi graças a graça do @sociedadejm que a união entre Activia e Johnny Walker Black Label foi parar entre um dos RTs de Preta Gil, e foi eleita pela revista Mad como a “Melhor Piada do Século”. “No começo, ficamos um tanto chateados com a divulgação da piada sem créditos, mas sabemos que muita gente sabe que a piada é nossa. O importante é que foi engraçada, e rendeu bastante por aí”, declarou, modestamente, @alvaroburns.
Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: o que afinal de contas quer dizer o “JM” da sociedade? “Isso a gente só revela quando for entrevistado pelo Fantástico”.
Por: Elsa Villon e Paula Franco
Somos estudantes de Jornalismo do quarto semestre e neste blog mostraremos os trabalhos realizados dentro da Universidade Metodista de São Paulo. E sem dúvida a sua opinião vai enriquecer nossa jornada. Participe!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Novo Código Florestal brasileiro: bom senso?
A edição 2173 número 28 da Revista Veja publicou uma matéria sobre o Novo Código Florestal brasileiro, intitulada "Um Comunista de Bom Senso". A jornalista Gabriela Carelli usou e abusou de elogios voltados ao deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), redator do projeto.
Pois bem. Ao longo do texto, a colega de profissão (se assim posso chamar, já que ainda não tenho meu diploma em mãos) enaltece o objetivo patriótico de salvar o agronegócio do país das leis repressoras e inviáveis do atual código. Rebelo é comunista. O agronegócio, segundo a reportagem, representa 1/3 do PIB nacional.
Plantações e criações de gado ocupam áreas destinadas à preservação ambiental. Na prática, o Novo Código Florestal permite aos latifundiários desmatar àreas maiores com o objetivo de ampliar seus negócios, sair da ilegalidade e do alvo das pesadas multas, e "salvar a economia do país".
O mais engraçado é que, na mesma edição, a revista critica o plano de governo do PT que "beneficia" o MST e as invasões a latifúndios. Curioso, não?
Enquanto os políticos brasileiros têm o "bom senso" de zelar pelo setor que traz mais lucros à economia - e se possível, aos próprios bolsos -, o meio ambiente agoniza e a população indígena se vê obrigada a (sobre)viver em um micro espaço de terra.
O Brasil já presenciou dias melhores...
Por: Paula Franco
Pois bem. Ao longo do texto, a colega de profissão (se assim posso chamar, já que ainda não tenho meu diploma em mãos) enaltece o objetivo patriótico de salvar o agronegócio do país das leis repressoras e inviáveis do atual código. Rebelo é comunista. O agronegócio, segundo a reportagem, representa 1/3 do PIB nacional.
Plantações e criações de gado ocupam áreas destinadas à preservação ambiental. Na prática, o Novo Código Florestal permite aos latifundiários desmatar àreas maiores com o objetivo de ampliar seus negócios, sair da ilegalidade e do alvo das pesadas multas, e "salvar a economia do país".
O mais engraçado é que, na mesma edição, a revista critica o plano de governo do PT que "beneficia" o MST e as invasões a latifúndios. Curioso, não?
Enquanto os políticos brasileiros têm o "bom senso" de zelar pelo setor que traz mais lucros à economia - e se possível, aos próprios bolsos -, o meio ambiente agoniza e a população indígena se vê obrigada a (sobre)viver em um micro espaço de terra.
O Brasil já presenciou dias melhores...
Por: Paula Franco
sábado, 3 de abril de 2010
Moradores da favela Homero Thon sofrem com invasão de ratos
Foto: Adriana Guimarães
Moradores do bairro Centreville e Homero Thon, em Santo André, sofrem há anos com a invasão de ratos, doenças e enchentes, devido à poluição do Córrego Cassaquera. O lixo acumulado na calçada e depositado no curso d'água serve de fronteira entre as casas de alvenaria da favela e a rua asfaltada.
A moradora da favela Homero Thon, dona Eunice, 53, dona de casa, conta que a maioria dos moradores deposita seus lixos no córrego e mesmo assim as crianças brincam nele.
O córrego, que nasce no condomínio Maracanã, em Santo André e deságua no rio Tamanduateí, nem sempre esteve assim. Teresa da Rocha, 54, que vive no bairro Centreville há 50 anos, lembra da época em que ainda nadava no córrego. “Quando eu cheguei aqui, era tudo arborizado, eu bebia desta água”. Fala também das promessas que até hoje não foram cumpridas por parte da Prefeitura de Santo André em relação aos moradores da favela.
“Os córregos estão sendo considerados mortos”, disse Maria Zumilde, socióloga da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), ressaltando as várias autuações já feitas à Prefeitura deste Município, para tomar medidas a respeito dos córregos e rios da região.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo André, neste ano o programa de desratização está sendo intensificado e será executado em conjunto com a Secretaria da Saúde e Semasa, segundo critério de infestação já constatada em vistorias pelos técnicos e agentes da GCZoonoses e Secretaria da Saúde. Conforme o cronograma, a área que compreende os bairros Centreville e Homero Thon e o córrego Cassaquera, estão programados para serem trabalhados de 19 de abril a 12 de maio deste ano.
Apesar do cenário grotesco, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (SEMASA) informou que em 2008 foram gastos cerca de R$ 35 milhões em manutenção de córregos, obras de canalização e recuperação dos mesmos. E este ano se responsabilizará pela desratização das bocas de lobo, poços de visita das redes de esgoto, margens de rios, córregos, piscinões, áreas inundáveis e mais 120 núcleos habitacionais.
Por: Adriana Guimarães
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