Este é um blog idealizado por estudantes de jornalismo do segundo semestre na Universidade Metodista de São Paulo. O objetivo dele é mostrar às pessoas a constante evolução das mídias em geral, do jornalismo, dos jornalistas, e, por consequente, da sociedade.

sábado, 20 de junho de 2009

"Jornalista não é cozinheiro"

O Supremo Tribunal Federal derrubou essa semana a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão, ou seja, qualquer cidadão desprovido de um grau mínimo de instrução poderá ser jornalista. O presidente do STF Gilmar Mendes afirma que, "Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão".
Mendes ainda compara um jornalista formado a um cozinheiro. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores”.
Essa lei é totalmente injusta com os jornalistas, pois nós estudamos e muito para ter direito a um diploma, e o pior de tudo é que qualquer pessoa poderá exercer esta profissão. Vamos pensar um pouco... Uma pessoa que não sabe o que é uma lauda e nem os fundamentos do jornalismo, escrevendo em um jornal para milhares de pessoas lerem, um caos não é mesmo?
E quanto a veracidade das informações coletadas para se fazer uma notícia? Um jornalista formado ao menos se preocuparia, por ser responsável por aquilo que escreve. Será que uma pessoa que se diz jornalista e não é formada na área faria isso?
Uma pessoa para ser jornalista tem que ter um grau mínimo de conhecimento na área, por isso sou contra esta lei.
E nós futuros jornalistas como vamos sair dessa história ?

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582417.shtml

Por Ariel Gerbelli

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cadê Você?

FIM DO DIPLOMA???

Não posso negar o quanto me entristece esta ação. Vivemos num mundo cada dia mais distante de qualidade, as pessoas mais e mais despreocupadas com qualquer tipo de formação seja ela em qualquer dimensão.

Hoje não “estou” , mas SOU aprendendo, SOU crescendo, SOU construindo um caminho firme, seguro e eterno sim por que não? Não importa como o mundo está, importa onde cada consciência se encontra.

O poder mascarado como “protetor dos oprimidos”. E você vai fazer o que? Quem é você nesta história? O que realmente vale a pena? Vai estudar para quê? Se amanhã a porta pode abrir, basta você sorrir e sentir o manto cobrir...

Precisamos de um movimento rápido, mostrar quem somos.

Não é de qualquer jeito que se fazem as coisas. Não querer se aprofundar é uma escolha, mas a margem se encontra cada vez menor nas exigências, a superficialidade tomou conta do planeta. E você onde se encontra? Hein?

Cada minuto mais, menos de VOCÊ!

Agora se deu conta?
por Adriana Guimarães

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Não Acredite na Verdade"

A divulgação de notícias falsas, infelizmente, não é algo que circula apenas na internet. A mídia impressa, o rádio e a televisão também são portais perfeitos para a disseminação de mentiras.

Por serem veículos de massa, são facilmente vistos e compreendidos pela população. Contar uma mentira como verdade não é tarefa apenas do teatro ou do cinema. Recentemente, o jornal inglês “Daily Express” publicou uma nota em que afirmava que a carreira do jogador de futebol Michael Owen, que já defendeu a Seleção Britânica, havia acabado e que o atacante deixaria o futebol profissional no final deste ano. Resultado: teve que fazer um pedido público de desculpas e ofereceu indenização a Owen.

“Tabloidear” a vida ocorre desde que a noticia virou mercadoria. Ignacio Ramonet, em seu livro A Tirania da Comunicação, explana a respeito das “trucagens e blefagens” que já marcaram a imprensa mundial, como o aparecimento ou desaparecimento de pessoas em uma foto, para dar um outro sentido à imagem; a invenção de historias de vida extraordinárias, como a do garoto de 8 anos dependente de heroína, que concorreu ao prêmio Pulitzer; ou, então, a divulgação de imagens de supostas vitimas de genocídio de Ruanda, em 1994.

A abundância de fontes de informação gera dilemas: será que tudo que vejo e ouço é verídico? Ou são "invencionices" para conquistar mais público, audiência e anunciantes? O que é fato? O que é teatro? Quem está por trás dessa notícia: um jornalista ou um figurão? E como nós, futuros jornalistas, saberemos dizer não à notícia inventada?

Por Paula Franco

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A informação virou mercadoria

Ver o jornalismo como mercadoria não é nenhuma novidade hoje em dia. Os meios de comunicação são controlados atualmente por mega-empresas,que entram quase literalmente em guerra por esse controle. O que antes era cuidadosamente apurado, hoje é jogado ao público o mais rápido possível. Quem passa a informação mais rapidamente tem maior chances de ter uma elevação na audiência, o que significa maior número patrocinadores.
A triste verdade é que só é veiculado aquilo que, de alguma forma, trará retorno para o meio. A veracidade da informação passa a não ser um fator de tanta importância, já que se uma notícia foi veiculada no rádio, logo depois na internet, com imagens no telejornal e no outro dia retomada pelo jornal impresso, ela passa a ser uma verdade indubitável. E não são poucos os jornalistas “criativos", visto que as noticias não precisam ser inteligentes, elas precisam ser emocionantes.
Outro problema da atualidade é a nova censura do século XXI, que segundo o livro “Tirania da Comunicação” de Ignácio Ramonet, é definida em oposição a dos tempos ditatoriais: “ Não se funda mais na supressão ou no corte, na amputação ou na proibição de dados, mas na acumulação, na saturação, no excesso e na superabundância de informações.” Ou seja, temos tanta informação num mundo globalizado que não há tempo hábil para se saber de todas as noticias, e as que são descartadas são, na nova significação da palavra, censuradas.
Ramonet ainda afirma: “Também as novas tecnologias favorecem o desaparecimento da especificidade do jornalismo. Ao mesmo tempo que as tecnologias de comunicação se desenvolvem, o número de grupos ou de indivíduos que se comunicam é maior. Assim, a internet permite a qualquer pessoa não só ser efetivamente, à sua maneira, jornalista mas até encontrar-se à frente de uma mídia de alcance planetário.” Os blogs são os melhores exemplos do avanço e da modificação da comunicação. Qualquer pessoa pode expor sua opinião sobre qualquer assunto sem as dificuldades que tinham num passado recente, sem ter que obedecer o posicionamento ideológico de nenhum veículo nem se preocupar se o patrocinador aprovará ou não um comentário que pode prejudicar o produto anunciado.
Tudo está sujeito às leis do mercado, da oferta e da procura. Leis que se sobrepõem a outras regras, nomeadamente cívicas e éticas. Esta nova estratégia está mudando claramente os conceitos da informação, atualidade da informação, o tempo da informação e a veracidade da informação.

Por Caroline Garcia

Jornalismo de Mercadoria

Foto: Adriana Guimarães
Manuel da Costa Pinto
Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, autor de Antologia Comentada da Poesia Brasileira do Século 21 (Publifolha, 2006), Literatura Brasileira Hoje (Publifolha, 2004) e Albert Camus - Um Elogio do Ensaio (Ateliê, 1998). Foi redator do caderno "Mais!", da Folha de S.Paulo e, de 1997 a 2003, editor da revista CULT. Atualmente, é editor do “Guia da Folha – Filmes, Discos, Filmes” e colunista do caderno “Ilustrada”, da Folha de S.Paulo; editor do programa "Entrelinhas" e editor e apresentador do programa "Letra Livre", ambos da TV Cultura.

VN- Em qual meio de comunicação e quais as situações que o jornalismo de mercadoria é mais presente?
Manuel- Em tese, o jornalismo nunca é ou deveria ser mercadoria. Jornais e revistas são mercadorias na mesma medida que os livros o são: ou seja, o suporte físico, material, permite atribuir ao conteúdo tanto dos jornais (notícias, crítica etc.) quanto dos livros (literatura, conhecimento etc.) um valor de troca – mas seu valor de uso não deveria se confundir com essa “coisificação”. Daí o fato de existir, nos veículos que têm esse tipo de preocupação – digamos, ética – um cuidado em separar rigidamente o conteúdo jornalístico do publicitário.
As coisas começam a se complicar quando a pauta fica a reboque não da cobertura ou do furo de reportagem, mas do apelo publicitário da notícia. No campo do jornalismo cultural, isso acontece no momento em que a pauta começa a ser elaborada em função do prestígio de editoras ou autores, independentemente de seu valor intrínseco.
Na televisão isso é mais frequente – mas justamente pelo fato de cultura não ser algo vendável, sua presença na mídia televisiva é pequena. No caso dos grandes jornais, porém, a mercantilização se introduz a cada vez que o autor ou a “festa literária” (Flip & Cia.) se torna um fetiche que dá utilidade ao que que por definição não tem utilidade – e que vale justamente por ser inútil, anti-utilitário.
VN- Como as editoras avaliam previamente o sucesso de uma publicação?
Manuel- No caso de autores internacionais, é mais fácil: tomam por base a repercussão que tiveram no exterior. No âmbito interno, funciona como no futebol: as pequenas editoras arriscam, lançam nomes de autores cujos “passes” são depois comprados pelas grandes editoras.
VN- A crítica é vista como Jornalismo de Mercadoria?
Manuel- Quando se confunde com o release, restringindo-se à divulgação, sim. Mas a crítica no sentido forte do termo nasce da resistência da obra de arte a se tornar um artefato consumível. O crítico entra em cena então como mediador, como decifrador. De certo modo, portanto, a crítica cumpre seu papel de não ser mercadoria na medida em que toma por objeto obras que também resistem a se transformar em mercadorias. Quando a obra é consumível, é arte culinária (na expressão de Adorno), a crítica também se torna mercadoria, ou seja, torna-se “acrítica.
VN- Da mediação conceitual para mediação midiática. (poderia falar sobre esta questão)
Manuel- A mediação conceitual é aquela que assume que nada no mundo existe sem mediações, que toda linguagem pressupõe uma teoria da linguagem, toda arte supões uma teoria da arte, um ponto de vista. Infelizmente, essa maneira mais exigente e elaborada de pensar as coisas está hoje confinada ao universo acadêmico, pois existe uma fobia de posturas problemáticas.
“A resistência à teoria é uma resistência à utilização da linguagem sobre a linguagem”, escreveu Paul de Man. Se pensarmos que a literatura é também “linguagem sobre a linguagem” (não no plano banal da metalinguagem, mas naquele sentido profundo de um abalo da representação), podemos perceber então que a rejeição da crítica é a rejeição da “criticidade” intrínseca à ficção; que a resistência à teoria significa uma resistência à própria literatura, sua domesticação.
E é precisamente isso que a crítica midiática faz: dociliza, pacifica, apara as arestas das obras – reconcilia o leitor com obras que, para fazerem jus a esse nome, são justamente expressões de um mundo irreconciliado.
Não é difícil reconhecer que esses dois polos correspondem, de um lado, à crítica universitária ou aos casos cada vez mais raros de críticos atuantes em jornais e revistas; e, de outro lado, ao jornalismo cultural em seu aspecto mais mercadológico, de divulgação de artefatos de cultura consumíveis, que assimilam autores outrora perturbadores no momento em que ganham edições de luxo, em que tornam-se canônicos.
Existe uma guerra subterrânea (e até certo ponto risível, pois não muda nada na geopolítica do mundo...) entre universitários e jornalistas – com prejuízo para ambos: a crítica mais consistente falando para as paredes, a crítica jornalística confinando-se no lugar-comum.
VN- O crítico foge dos críticos de outras revistas?
Manuel - Não me parece que as coisas funcionem assim. Quem escreve crítica adora ler críticas! Voltando a fazer um paralelo com o futebol: existem torcedores que simplesmente acompanham os jogos, mas há os fanáticos que lêem colunas e assistem às mesas redondas de domingo à noite; na literatura se dá o mesmo: existem leitores satisfeitos em apenas ler os livros, acompanhar os autores prediletos, mas há aqueles que necessitam de comentários, discussões, resenhas, ensaios – leitores que têm um espírito de sistematização ou problematização da arte em geral e da literatura em particular. Esse leitor crítico está na gênese da figura do crítico profissional; este quer não apenas analisar obras, mas discuti-las, esmiuçá-las, e portanto tem um prazer enorme em ler os críticos de outras publicações. Pelo menos é assim que se passa comigo.
VN- Em seu comentário: "No jornalismo existe uma disputa interna, que o público não te nada a ver com isso". (Como é essa disputa?)
Manuel- A disputa pelo furo em jornalismo cultural é ridícula: muitas vezes um jornal não dá bem um livro porque já saiu antes no jornal concorrente – como se a imensa maioria do público leitor lesse os dois jornais e estivesse preocupado com isso. Essa disputa pela precedência, e seus méritos questionáveis, só faz sentido na refrega entre as redações. O que o leitor tem com isso? Se eu compro a Folha, quero ler sobre o novo livro do Rubem Fonseca, independentemente de o Estadão ter noticiado antes. Se um jornal ignora um livro porque a concorrência já o abordou, está prejudicando seu leitor, projetando nele uma querela interna.
Por Adriana Guimarães

Nascimento da Crítica

Manuel da Costa Pinto responde sobre Crítica
Editor do “Guia da Folha – Filmes, Discos, Filmes” e colunista do caderno “Ilustrada”, da Folha de S.Paulo; editor do programa "Entrelinhas" e editor e apresentador do programa "Letra Livre", ambos da TV Cultura.

VN- Com base no que você falou no I Congresso de Jornalismo Cultural: "Crítica nasce do colapso da comunicação, no momento em que a literatura, a arte deixam de comunicar conteúdos compartilháveis numa comunidade. Surge com experiências individualizadas". Por que os mediadores do passado não sobreviveram aos dias de hoje?
Manuel- “A crítica vive da morte da comunicação”, escreveu o filósofo Gerd Bornheim. Essa afirmação tem um sentido preciso: localiza historicamente o nascimento da crítica e a conecta à mudança do próprio estatuto da arte, que se torna mais complexa, problemática, expressiva – solicitando um intérprete.
A leitura desse texto – intitulado “As dimensões da crítica” e publicado no volume Rumos da crítica (Itaú Cultural/Editora Senac) – é fundamental, pois existe hoje uma tendência de se “naturalizar” a crítica, como se ela fosse um subgênero que sempre existiu, que sempre esteve à sombra da expressão artística autêntica, de primeiro grau.
Pois o que o ensaio de Bornheim mostra é que a própria expressividade artística é um advento localizável no tempo, ou seja, que a experiência das artes medieval, renascentista ou barroca (imantadas pelo fundamento religioso) é qualitativamente diferente da experiência das artes neoclássica, romântica ou moderna (centradas numa relação sujeito-objeto).
“A vivência da arte topa como que de repente com uma experiência absolutamente nova em toda a história da arte – a da ausência de fundamento. (...) Quando um cristão medieval entrava numa catedral gótica para participar do culto divino – por intermédio da visão arquitetônica, da luminosidade plástica, da música e da audição da palavra divina, o todo mediado por uma imaginação transbordante –, esse cristão realmente vivenciava o fundamento e tudo se restringia a essa freqüentação de sentido; o fiel como que se instalava no ser: os menores detalhes irradiavam a própria fonte de comunicação, deixavam-se iluminar pelo esbanjamento da luz do Cristo”, escreve Bornheim.
A arte posterior ao barroco, porém, assiste ao declínio desse “princípio de inteligibilidade que fluía do próprio Deus”. O predomínio do retrato (não mais de Cristo e suas prefigurações) e da natureza-morta (não mais das paisagens celestes) assinala um novo regime de verdade baseado na relação sujeito-objeto, um novo fundamento que logo revela a instabilidade dessa recíproca imbricação, a confusão dos sentidos e as hesitações da objetividade que com velocidade vertiginosa – se compararmos com os séculos de vigência do regime anterior, fundado no divino – nos conduzem do romantismo, ao simbolismo/impressionismo, às vanguardas modernistas, à geléia geral pós-moderna.
Retomando o raciocínio de Bornheim (com o qual tomo várias licenças) a arte deixa de comunicar algo estável, inscrito nas estrelas e no Verbo, para comunicar algo que – não tendo um princípio de inteligibilidade que seja causa do mundo e de si mesmo – depende de sua enunciação para existir. A matéria comunicada não tem outro lastro de realidade que os utensílios e conceitos que dela se apropriam – e por isso sua identidade é tão fluida, por isso tudo o que é sólido desmancha no ar ao sabor das mudanças de paradigmas científicos e estéticos. (Daí a dificuldade de preservar a noções de realidade e ficção sem cair no terrorismo epistemológico da filosofia analítica e sem desaguar no niilismo pós-moderno.)
Em suma, a comunicação retórica de conteúdos dados se transforma em expressão estética de conteúdos inventados – e é aí que surge a crítica. O Aristóteles da Poética era um legislador da mimesis da mesma maneira que poetólogos e tratadistas como Quintiliano, Tasso e Tesauro são retores da imitatio. É só com a arte expressiva, cujo sentido confina no sujeito que a produz, que o comentarista passa a ser um decifrador. Criticar é decidir o sentido, detectar o que é decisivo, mas para fazê-lo é preciso decriptar a mensagem, arrancá-la de seu isolamento no sujeito que a produz (insularidade que, por sua vez, é um acontecimento histórico impensável antes da era moderna, que portanto funda simultaneamente o sujeito, a arte crítica e a crítica da arte).
A ininteligibilidade dos últimos quartetos de Beethoven, a ambigüidade de Madame Bovary de Flaubert, as maçãs para além das maçãs de Cézanne – “há aí”, nos diz Bornheim, “algo como a inconformidade da própria obra de arte a solicitar, com respeitável dose de necessidade, o desempenho da crítica elucidatória”.
Mas se a elucidação elucida o que não tem fundo, ou cujo fundo é inacessível, resulta que aquilo que se elucida é também invenção (mesmo que seja invenção mediada pela obra que critica). Por isso, mesmo quando o sentido inicialmente enigmático de uma obra já foi suficientemente aplainado por páginas e páginas de textos interpretativos, o olhar crítico pode preservar seu viés imaginativo.
Um exemplo desse exercício de imaginação a partir da leitura de uma obra já surrada é o longo ensaio de Teixeira Coelho publicado numa edição de A obra-prima ignorada, de Balzac (editora Comunique), em que o escritor e crítico brasileiro nos faz ver como o caráter hieroglífico da arte, tal qual enunciado pelas personagens de Balzac (a novela envolve três pintores que discutem questões estéticas), é presentificado nas obras de pintores abstratos como Cy Twombly e De Kooning ou na “muralha de imagens e sons” dos filmes de Godard.
Esse ensaio, intitulado “Entre a vida e a arte", conecta uma narrativa conhecida, aparentemente sem maiores desafios exegéticos, às trepidações estéticas contemporâneas, renovando assim a leitura de Balzac e desvendando a raiz romântica de um modernismo ainda ativo nas artes e no cinema. O texto de Teixeira Coelho, enfim, é a expressão rematada daquilo que Bornheim definiu como “criatividade da crítica”. Cito-os, enfim, para retomar a segunda parte da pergunta: são a prova de que ainda existem grandes mediadores – embora sejam cada vez mais raros.
Por Adriana Guimarães

Quem conta um conto... aumenta um hiperlink

Todos sabem dos enormes benefícios e vantagens que tecnologias nos proporcionam dia-a-dia. Hoje, qualquer pessoa munida de um computador com acesso a Internet pode se tornar um "repórter", difundir notícias, ideias, opiniões... E isso é uma coisa que devemos comemorar, pois os cidadãos têm a possibilidade de se expressar como quiserem, sem ter que seguir a opinião do veículo para o qual se trabalha (no caso dos jornalistas). A Internet é sim o local onde o direito à liberdade de expressão, direito que é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, é respeitado.

Mas, uma vez que se pode publicar praticamente o que quiser na Internet, como garantir que tudo que se vê em sites é verdade? Afinal, não existe um órgão que retire da rede informações falsas. E essas "informações" se fazem muito mais presentes no blogs, espaços destinados à opiniões e debates.

Quando se questiona a atual necessidade dos jornalistas formados na sociedade, muito tendem a acreditam que tais profissonais já são dispensávies; que qualquer um pode transmitir fatos e disseminar argumentos. Os mais radicais chegam a dizer que a obrigatoriedade do diploma desrespeita todos os tratados internacionais de direitos humanos assinados pelo Brasil. Não que esta mera "autorização" defina que tipo de jornalistas seremos, e nem que todos os graduados em jornalismo sempre cumpram seu papel responsavelmente perante a sociedade, mas na faculdade aprendemos algo imprescindível antes da publicação de qualquer relato: a apuração do fato.

Pode até parecer bobeira, afinal por que alguém escreveria uma informção falsa, sendo que esta não traz benefício algum para o autor? Muito simples: pela desinformação do próprio autor do texto. Além disso, temos o hábito de acreditar que se várias pessoas falam que algo é verdadeiro, é porque ele é realmente verdadeiro.

Um exemplo recente destas falsas informações é a suposta demissão de Alexandre Garcia, da Rede Globo. O boato surgiu há dois meses, depois que o Garcia fez pesadas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contrariado, o governo teria pressionado a empresa a demitir um dos seus melhores jornalistas. Tal "informação" é falsa, segundo o próprio jornalista.
Mesmo assim, é possível encontrar diversos vídeos, blogs e sites que, além de divulgar a tal demissão, atribuem a "demissão" de Garcia como forma de censura por parte do governo e da própria emissora.

Em casos como este, percebe-se que a liberdade proporcionada por meios como a Internet pode gerar não uma informação e opinião ao alcance de todos, mas sim uma "desinformação" na sociedade.

Por Laís Colombini

HOMENAGEM

Foto: Adriana GuimarãesEduardo Borga

Trabalha há 27 anos com jornalismo, tendo passado por vários veículos. Começou como repórter no Diário de Mogi (em Mogi das Cruzes), passou pela Rádio e TV Tupi (Diários e Emissoras Associados) como redator e editor; trabalhou no Diário Popular (hoje Diário de São Paulo) como revisor; atuou na Rádio Vaticana, como redator; foi redator e produtor na RAI - Rádio e TV Italiana; repórter de geral e política no Diário do Grande ABC; redator e editor na Rádio Eldorado; foi chefe de reportagem da Rádio CBN; professor de Radiojornalismo na Uniban e UMESP; professor palestrante do projeto Educom realizado entre a Prefeitura de São Paulo e a Universidade São Paulo.
Conhecemos pessoas que nos trazem leveza, que demonstram carinho, que revela paixão pelo que faz. E são essas pessoas que a gente não esquece, a gente mesmo sabe, pode passar o tempo que for, e se pudéssemos guardá-las numa caixinha para garantias no futuro, sabe como é que é né?! Ninguém sabe o dia de amanhã.
Querido Borga, sua presença diz tudo, sua paciência transborda amor e quanto aos ensinamentos parece óbvio, farão toda diferença hoje e sempre.
Beijo no coração,
Vitrine da Notícia

Época de Realidade

Foto: Blog J. S. Faro
J. S. Faro
Graduado em História pela Universidade de São Paulo (1973), mestrado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (1992) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente é professor adjunto da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atua nos cursos de graduação em jornalismo nas duas instituições e é docente do programa de pós-graduação em Comunicação da UMESP. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em jornalismo; trabalha com projetos de pesquisa em história da comunicação, jornalismo investigativo, jornalismo cultural e ensino de pesquisa em comunicação.
(Texto informado na plataforma do currículo Lattes do CNPq)


"Minha aproximação com o jornalismo veio da experiência de 10 anos, como repórter de uma agência internacional de notícias e de meu interesse acadêmico pelo tema", conta Faro.

VN- Pode nos contar como foi fazer o livro sobre a revista Realidade?
Faro- O livro é resultado da tese de doutorado que apresentei à ECA/USP em 1996, e a tese, por sua vez, pôs fim a um projeto que alimentei durante muito tempo, sempre relacionado com o interesse que tinha em explicar a revista no âmbito de uma construção social percebida pelos jornalistas sob a forma de reportagens de natureza cultural, com textos afinados com mudanças de padrões de comportamento no público, Durante parte da minha adolescência tive na Realidade uma referência sobre os temas que povoavam meu imaginário, a tese acabou sendo a convergência disso tudo: sentimento e razão, prazer e lógica. É por isso que escrever sobre o tema foi uma das coisas que me deram maior satisfação porque se tratava de um exercício de recuperação da história do jornalismo mas também um pouco da recuperação da minha própria formação intelectual. Penso que temas que são desenvolvidos sob essa dupla dimensão devem dar ao autor uma sensação de recomposição da subjetividade mesclada com dados objetivos nem sempre fáceis.

VN- Como foi esta construção, lidar com o contexto histórico da época. Por que resolveu parir esta obra? Como obteve todas as informações?
Faro - Lidar com os textos da revista - para usar um lugar comum - foi uma viagem no tempo, não só pela construção verbal das reportagens, mas também pelos textos não verbais dos anúncios, das fotos, das ilustrações das capas. E as informações, exceto os depoimentos que recolhi dos repórteres que trabalhavam na Realidade - foram obtidas das próprias matérias e das reflexões que alguns autores (e eu próprio) faziam sobre a época. Veja bem que essa é a hipótese com a qual trabalhei na tese: o que assegurou o êxito da revista, do ponto de vista jornalístico, foi a sintonia que os profissionais que a fizeram guardavam com o seu tempo, com as questões de sua época. Essa afirmação, para ser demonstrada, exigia que a análise fosse feita simultaneamente sobre os textos e sobre a conjuntura em que foram produzidos (meu estudo se deu sobre os três primeiros anos da revista, de 1966 a 1968, o período de melhor definição de seu perfil jornalístico).

VN- O que seria hoje a revista Realidade? Como os jornalistas escreviam nesta época e como escrevem hoje?
Faro- Sempre me perguntam sobre a possibilidade de que a revista Realidade - ou o seu projeto - tenha espaço no jornalismo de hoje. A resposta que dou nunca é categórica. Em primeiro lugar, porque temos que levar em conta que os padrões de leitura passaram por uma grande transformação nas últimas décadas. A crise da reportagem não é apenas o resultado de uma reorganização administrativo-financeira dos jornais, é também uma crise de natureza cultural. Ao mesmo tempo, no entanto, percebo uma proliferação de movimentos e tendências sociais que me vejo admitindo a lacuna que um jornalismo de estrutura narrativa mais densa deixa na esfera pública, o que permitiria uma iniciativa próxima à que foi tomada pela Abril em 1966. Ou seja, temos uma crise que não se configura como uma impossibilidade de existência da grande reportagem, mas também não a estimula. A prova disso são as tentativas, meio marginais, poéticas, aventureiras de projetos que guardam muita semelhança com Realidade (Brasileiros, Piaui, Retrato do Brasil), mas que não chegam a se firmar no mundo editorial. Acho que é preciso pesquisar o tema para encontrar uma resposta mais consistente...
Do ponto de vista do texto, penso que as mudanças são poucas - a narrativa autoral, impressionista, carregada de elementos sensoriais e subjetivos, continua sendo a grande ferramenta de propostas do gênero. Acho que os jornalistas talvez sejam tentados, desde sempre, a escrever com esses parâmetros, embora os elementos culturais que os estimulam a isso, parecem mais densos do que nos anos 60.

VN- Como é abordar Jornalismo Cultural?
Faro- Jornalismo Cultural é o tema do projeto de pesquisa que venho desenvolvendo na pós-graduação nos últimos quatro ou cinco anos, e é em torno dele que tenho produzido artigos e orientado teses e dissertações. É um assunto muito amplo e polêmico. Amplo porque, a rigor, toda a produção jornalística é cultural em seu sentido antropológico e, portanto, preciso sempre estar atento para o próprio conceito de cultura e de sua aplicação a uma forma específica de cobertura da imprensa - aquela que abrange questões de natureza ético-políticas e estético-conceituais (em linhas gerais, o pensamento filosófico e sociológico e a produção artística). Polêmico porque há uma dúvida razoável sobre a forma mercantil, como as pautas do JC se apropriam da atividade dos repórteres, fato que leva à reflexão segundo a qual o gênero está mais voltado para o mercado do que propriamente para a cultura. No entanto, há também uma outra dúvida razoável: as pautas do JC não atendem a demandas de natureza intelectual, geradas na própria sociedade? Minhas pesquisas giram em torno dessa dupla dimensão do problema. E é fascinante trabalhar com isso: percorro um território de expressão de idéias materializado nos produtos onde o gênero é veiculado (lá no meu blog tem uma seção onde artigos meus e de outros pesquisadores estão reunidos).

VN- Qual o veículo que melhor transmite as informações culturais, políticas, sociais e econômicas?
Faro- Os melhores veículos? Difícil dizer. Verifico que temos suplementos de jornais, revistas e publicações especializadas que trazem uma grande contribuição para esse alargamento com que trato o JC: os cadernos do Estadão e da Folha, o suplemento EU& do Valor Econômico, a revista Cult e todas as matérias de perfil cultural encontradas em outras revistas de interesse geral. Particularmente, como veículo de melhor produção textual, de maior abrangência na área da cultura, tendo a afirmar que o Estadão é hoje aquele jormal de maior qualidade, ainda que não esconda seu conservadorismo. Mas o conservadorismo transparente nunca foi um empecilho para a produção do bom jornalismo. Pìor que ele é um progressismo artificial e ensaiado... Um dia vamos voltar a conversar sobre isso...

VN- Ministrar aulas na Universidade Metodista e também na PUC, quais as diferenças ideológicas?
Faro- Lido com alunos de perfil diferente nas duas universidades, não propriamente por suas diferenças ideológicas, mas por sua extração social. Os alunos da Metodista alimentam seu idealismo e suas utopias de forma muito vinculada à sua origem e demonstram um extraordinário esforço em superar todas as barreiras que o conhecimento acadêmico pode criar para o seu aperfeiçoamento. O que tenho verificado é um grupo com disposição e garra apaixonante a cada aula que eu tenho a oportunidade de ministrar nas várias turmas que conheço. Já os alunos da PUC, em sua maioria pertencentes a uma classe média mais bem situada nos níveis de renda, chega à universidade com um capital cultural mais amplo, o que lhes dá mais background. Talvez por isso, imaginam que possam ter superado etapas. É uma ilusão: frente às questões mais importantes do conhecimento, acabam no final das contas desenvolvendo o mesmo esforço dos alunos da Metodista porque entendem que a aquisição do saber exige muito esforço e que o lugar de onde se fala não é garantia de que se saiba sobre o que se fala. Minhas experiências didáticas e pedagógicas na Metodista e na PUC são, por isso mesmo, riquíssimas e eu posso afirmar com segurança que estar em sala de aula com esse pessoal é uma vivência mais existencial do que profissional.

VN- E ter em nosso blog alguém como você é um grande presente. Obrigada de coração professor Faro.

Por Adriana Guimarães

sábado, 6 de junho de 2009

Jornalismo...

Foto: Adriana Guimarães


Juan Cruz
Diretor-adjunto da redação do jornal El Pais.
Romancista e autor do livro: “Ojalá Octubre”



Para Cruz, cultura de entretenimento se baseia sobre tudo na quantidade. “Se vendeu muito é porque tem alguma coisa de bom”, diz o escritor.

Conta a respeito do jornalismo espanhol, o quão “grave é a crise de leitura na cultura”, e também que a qualidade de suprimentos é ruim e comenta: “Para ampliar o público leitor, é necessário fazer jornais com páginas mais rigorosas e convincentes”.

Sobre Impresso e Virtual: “Acho a Internet um ladrilho cerâmico, enquanto o jornal é um mosaico, A Internet ainda não dá um painel do que é a cultura, enquanto no jornal vemos quase tudo ao mesmo tempo”.

Formação de Jornalista: “Não sou fanático de títulos, mas sim de uma preparação sólida, creio que o jornalismo é uma atividade de compreensão, um fenômeno cultural e sem o qual, a sociedade seria mesquinha”.

Juan Cruz pergunta ao público do I Congresso de Jornalismo Cultural: “Já refletiram o que significa o futuro da imprensa gratuita”? O mesmo responde: “Na realidade nada é “grátis”,alguém sempre paga. Na Espanha, os digitais são pagos pelo banco, quando não é o banco, é a Nescafé ou Nestlé”.

O público pergunta à Cruz: “E se a metáfora morrer”?
“É como uma sucessão de borboletas morre uma nascem outras” finaliza o jornalista e escritor.


Por Adriana Guimarães

Ética na Informação

foto: Adriana Guimarães

Danilo Miranda

Diretor regional do SESC-SP.

Presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil.

O diretor do SESC fala de questões importantes dentro do jornalismo, principalmente televisivo. Para ele, "os saberes foram transformados de acordo com interesses políticos, econômicos e sociais". Trás a público, a necessidade de "rever o abuso de dados informativos e também a falta de transparência na apresentação do seu conteúdo, pois existem outros lados da realidade que é importante o público acessar. Rupturas éticas na sociedade brasileira resulta da manipulação das informações".

Linguagem Jornalística - "Veiculação de sentidos, não está no texto, mas se constrói no diálogo, na matéria. Assim as informações quando não explicadas ficam distantes do vocabulário de compreensão do público".

Lei Rouanet - "Que tipo de proposta os pensadores de imprensa colocam a disposição da população?" pergunta Miranda ao público do I Congresso de Jornalismo Cultural.

Por Adriana Guimarães

Genoma e Consciência

O Projeto Genoma foi fundado em 1990 com objetivo de obter completo entendimento da base genética do ser humano através do maeapento de sequenciamento dos genes. Desde que foi concluído em 2003, divide opiniões.
A Vitrine da Notícia traz a análise do Projeto Genoma através da visão da consciência gestadora de Ramy Arany. Clique na foto e assista a entrevista.


foto: Blog Ramy Arany
Ramy Arany é co-fundadora do Instituto KVT, Instituto KVT Desenvolvimento da Consciência Empresarial e da Instituição Filantrópica e Cultural Ará Tembayê Tayê.
Além de Eteramente Isis, publicou no ano pasado o livro Visão Gestadora.
Para maiores informações sobre o Instituto KVT e sobre o trabalho de Ramy Arany acesse o site http://www.kvt.org.br/ e o blog http://na-teia-com-ramy-arany.blogspot.com/


Por Adriana Guimarães

Genoma e Ciência

Embora as perspectivas atuais sejam promissoras, os estudos estão longe de desvendar totalmente os complexos mecanismos do genoma humano. No Centro de Estudos do Genoma Humano são desenvolvidas pesquisas que visam a identificação de genes que, quando alterados, causam doenças ou síndromes genéticas de etiologia ainda desconhecida. Outros projetos de pesquisa são direcionados para a caracterização estrutural e funcional de genes já associados a doenças e esclarecimento dos mecanismos moleculares de atuação.

Dra. Mayana Zats
Professora Titular Laboratório de Doenças Neuromusculares; Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano; Diretora Presidente da Associação Brasileira de Distrofia Muscular; Pró-Reitora de Pesquisa da USP; Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo; Mestrado e Doutorado em Genética no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo; Pós-doutorado em Genética Médica e Humana na University of Califórnia, Estados Unidos.

Em 1977, começou a funcionar na Universidade de São Paulo um laboratório de doenças neuromusculares, focado em realizar pesquisas para desvendar suas complexidades. Na época, o assunto era pouco conhecido. A Dra. Mayana Zatz começou a se interessar pelo assunto graças ao Dr. Oswaldo Frota Pessoa (seu orientador de mestrado e doutorado), e ao convivio com seus pacientes.

O laboratório, hoje, trabalha com pesquisas do Genoma Humano e as mutações das doenças neuromusculares dentro de uma mesma família. Todos esses estudos podem trazer luz a novas formas de tratamentos.

Em 1980, o laboratorio entrou na era molecular, graças ao apoio da Dra. Maria Rita Passos Bueno e da Dra. Mariz Vainzof, que trouxeram técnicas de Biologia Molecular e implantaram-nas na analise protéica. Assim, a equipe estava capacitada para estudar os pacientes do gene a proteína.

Outro foco do laboratório é a aplicação de células-tronco para formação de músculo, sendo assim um potencial tratamento para a distrofia muscular.

Depois de assumir a pro-reitoria da USP, em 2006, a Dra. Mayana Zatz tem projetos para abrir os laboratórios para os alunos do Ensino Medio terem iniciação cientifica (estagio de um ano com direito a auxilio-bolsa), para que desenvolvam seu raciocínio cientifico e consigam entrar em uma universidade pública; e apóia um projeto de lei para incentivo a pesquisa, no sentido de agilizar importações de materiais vitais para a realização dos estudos.

Telefones: 11 3091-7563 e 3091-7581 / Fax: (055)(011) 3091-7419
Universidade de São Paulo - Instituto de Biociências - Centro de Estudos do Genoma Humano - Laboratório de Doenças Neuromusculares. Rua do Matão, 106 São Paulo - SP / CEP 05508-900
Por Adriana Guimarães