Um dos criadores da Agência Magnum em 1947, Cartier-Bresson valorizou o flagrante e o efeito de realidade realçado pela falta de pose de seus modelos. Uma rua movimentada, crianças brincando, um funeral, um soldado morto em uma ponte, prostitutas na janela do prostíbulo. Tudo e todos eram alvo da lente de sua Leica.
Uma de suas fotografias mais famosas é “Atrás da Estação”, tirada em Paris em 1932, que mostra o exato instante em que um homem pula na água, totalmente vestido e com o chapéu na cabeça.
Mas outros três retratos chamam a atenção pelo seu realismo e dramaticidade:
- O primeiro é a de mulheres usando burqa, tirado na Caxemira em 1948, em que uma delas está com as mãos em sinal de prece;
- O segundo é o de um homem sentado num beco de Nova York (1947), tendo como companhia um gato;
- E o terceiro é o de um homem segurando uma criança na Madrid de 1933. Essa, certamente, chama a atenção não só pela bela imagem, mas pelo olhar do rapaz: distante, preocupado, medroso. Só pelo olhar que Bresson conseguiu capturar com sua máquina poderia dizer que esta é a melhor foto de todas já tiradas pelo francês.
Olhos que te seguem. Olhos que dão pena. Olhos em busca de esperança, conforto e futuro. Olhos que te prendem. Um detalhe. O detalhe. Uma atitude perante o mundo que o cercava.
Para quem ficou curioso, o SESC Pinheiros está com a exposição “Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo”, em que estas e outras fotos estão à espera da geração que só consegue associar o nome Cartier a joias maravilhosas. Pelo menos a associação não é de todo incorreta.
Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo
SESC Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros/SP
Fone: 3095-9400
Terça a sexta, das 10h30 às 21h30
Sáb., Dom. e Feriados, das 10h30 às 18h30
Entrada gratuita
Fotos exclusivas:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6216
Por: Paula Franco




